Receita Viva · Pílula do dia seguinte
Pílula do dia seguinte: como funciona e o que fazer a seguir
A pílula do dia seguinte é contraceção de emergência: destina-se a reduzir a probabilidade de gravidez depois de uma relação sem proteção ou depois de uma falha do método habitual, como o esquecimento de comprimidos ou a rutura do preservativo. Em Portugal, os medicamentos usados para este fim são dispensados nas farmácias sem receita médica, precisamente porque o fator decisivo é o tempo.
Neste artigo
- O que é a pílula do dia seguinte e como atua
- Quanto tempo tenho: 72 horas ou 120 horas?
- Preciso de receita médica para a pílula do dia seguinte?
- O que esperar nos dias seguintes à toma
- O passo seguinte: contraceção regular avaliada por escrito
- Como funciona a receita transfronteiriça e o que está incluído no pagamento
Se a situação aconteceu nas últimas horas, o caminho correto é a farmácia mais próxima, não uma avaliação médica escrita como a nossa. Esta página explica o que estes medicamentos fazem e o que não fazem, em que prazos atuam, por que motivo a eficácia diminui com as horas e o que costuma acontecer nos dias seguintes à toma.
Explica também onde entra um serviço como o nosso: não na emergência, mas no passo seguinte. Muitas pessoas recorrem à contraceção de emergência porque o método regular falhou ou porque não existe método nenhum. Essa é a conversa clínica que vale a pena ter, e é para ela que existe a nossa consulta escrita.
Se pretende iniciar ou retomar contraceção regular, o médico avalia o seu caso por escrito e, se considerar que há indicação clínica, pode emitir receita transfronteiriça em PDF ao abrigo da legislação europeia. A decisão é dele e pode ser negativa.
O que é a pílula do dia seguinte e como atua
Sob a designação corrente de pílula do dia seguinte existem dois princípios ativos distintos, com comportamentos diferentes: o levonorgestrel e o acetato de ulipristal. Ambos são hormonais e ambos atuam essencialmente pelo mesmo mecanismo geral, que é atrasar ou impedir a ovulação. Não são medicamentos abortivos: se a implantação já ocorreu, não a interrompem, e não estão indicados nem aprovados para esse efeito.
Esta distinção não é uma subtileza teórica. Explica diretamente por que razão o momento do ciclo em que a relação aconteceu pesa tanto no resultado. Se a ovulação ainda não ocorreu, existe margem para a atrasar e permitir que os espermatozoides percam viabilidade antes de haver um óvulo disponível. Se a ovulação já ocorreu, essa margem desapareceu e o medicamento deixa de ter utilidade prática, por muito depressa que seja tomado.
Como quase ninguém sabe com exatidão em que dia do ciclo ovula, e como o ciclo varia de mês para mês na mesma pessoa, a recomendação corrente é tomar o mais cedo possível em vez de tentar calcular se vale a pena. A contraceção de emergência reduz o risco, não o elimina, e é essa a razão pela qual não substitui um método regular.
Nenhum destes medicamentos protege contra infeções sexualmente transmissíveis, o que é mais um motivo para não os encarar como substituto do preservativo.
Quanto tempo tenho: 72 horas ou 120 horas?
Os prazos dependem do princípio ativo. Segundo a informação aprovada destes medicamentos, o levonorgestrel destina-se a ser tomado até 72 horas após a relação desprotegida e o acetato de ulipristal, comercializado sob o nome EllaOne, até 120 horas. Estes números são limites máximos, não janelas em que a eficácia se mantém constante.
Dentro de cada janela, a probabilidade de o medicamento evitar a gravidez diminui de forma progressiva à medida que as horas passam. Uma toma às seis horas não é equivalente a uma toma às sessenta, mesmo estando ambas dentro do prazo. Daí que a recomendação prática seja sempre a mesma: quanto antes, melhor, e não vale a pena esperar pela manhã seguinte ou pelo fim de semana passar.
Existe ainda um método de emergência não hormonal, o dispositivo intrauterino de cobre, colocado por um profissional de saúde e também dentro de uma janela de cinco dias; não é algo que possamos fornecer à distância, mas é uma opção a discutir presencialmente. Se já ultrapassou as 120 horas, a contraceção oral de emergência deixou de ser uma opção útil e o passo seguinte é diferente: falar com um profissional de saúde sobre o que resta fazer e sobre a altura certa para realizar um teste de gravidez.
Nesse cenário, procurar comprar o medicamento fora de prazo é gastar dinheiro sem benefício clínico.
Preciso de receita médica para a pílula do dia seguinte?
Não precisa. Em Portugal, os medicamentos de contraceção de emergência são dispensados em farmácia sem receita médica, tanto o levonorgestrel como o acetato de ulipristal. Esta é uma decisão regulamentar deliberada e coerente com o que foi explicado acima: um medicamento cuja eficácia depende de horas não pode ficar dependente de um circuito de marcação, consulta e emissão de documento.
Dizemos isto com clareza mesmo sendo um serviço médico pago, porque a alternativa seria induzir alguém a esperar por uma resposta escrita quando a farmácia mais próxima resolve o assunto no próprio dia. O nosso modelo é assíncrono: preenche um formulário, o médico avalia por escrito e responde por e-mail.
Não há videochamada, não há telefone e não há marcação de hora. Também não vendemos nem enviamos medicamentos: o que prestamos é avaliação médica. Esse formato serve muitas situações, mas é inadequado para esta. Se procura a pílula do dia seguinte agora, feche esta página e vá à farmácia. Se procura evitar repetir a situação, continue a ler, porque é aí que uma avaliação médica tem algo a acrescentar.
O que esperar nos dias seguintes à toma
Depois da toma é frequente aparecerem efeitos ligeiros e passageiros, descritos na informação destes medicamentos: náuseas, cansaço, dor de cabeça, tensão mamária, dor abdominal baixa. Costumam resolver-se em poucos dias. Se vomitar pouco tempo depois de tomar o comprimido, a absorção pode ter sido incompleta e deve confirmar com o farmacêutico o que fazer, porque a conduta depende do intervalo decorrido.
A menstruação seguinte pode vir adiantada, atrasada ou com fluxo diferente do habitual, e isso por si só não indica que o medicamento falhou nem que resultou. O sinal a que deve prestar atenção é outro: um atraso superior a sete dias em relação ao esperado justifica um teste de gravidez, tal como uma menstruação que venha muito mais curta ou escassa do que é normal para si.
Dor abdominal intensa nas semanas seguintes deve ser avaliada sem demora, porque pode ter causas que exigem observação presencial, incluindo uma gravidez fora do útero. Há ainda um ponto que passa despercebido com frequência: a contraceção de emergência não protege as relações que ocorram depois da toma, no mesmo ciclo. Até estabelecer um método regular, é necessário usar método de barreira.
O passo seguinte: contraceção regular avaliada por escrito
Recorrer à contraceção de emergência é quase sempre o sintoma de outra coisa: um método regular que falhou, um método que não se ajusta à rotina, ou a ausência de método. É esse o problema que vale a pena resolver e é para ele que existe a nossa consulta. Preenche um formulário com o seu historial, medicação atual, antecedentes relevantes e o que procura.
O Dr. Damian Wojno, inscrito na Ordem dos Médicos da Polónia na Polónia, em Olsztyn, com a licença profissional 3211301, avalia o caso por escrito. Pode pedir esclarecimentos ou documentação antes de decidir, por exemplo uma medição recente da tensão arterial. Se concluir que existe indicação clínica, emite receita e recebe-a em PDF por e-mail, ao abrigo da Diretiva de Execução 2012/52/UE.
Se concluir que não há indicação, ou que o seu caso exige observação presencial, a resposta é negativa e explica porquê. Nem toda a contraceção é adequada a toda a gente: antecedentes de trombose, enxaqueca com aura, tensão arterial elevada ou determinada medicação concomitante mudam a avaliação. O planeamento familiar no SNS faz este acompanhamento e continua a ser uma via possível; somos uma alternativa paga, não a única. O objetivo não é entregar um documento, é decidir se ele deve existir.
Como funciona a receita transfronteiriça e o que está incluído no pagamento
O documento que recebe é uma receita transfronteiriça europeia em PDF, não uma receita portuguesa. A diferença é concreta: não tem código PIN, não está associada ao número de utente e não circula pelo sistema do SNS. Apresenta o documento na farmácia, de preferência impresso, e identifica-se com cartão de cidadão, passaporte ou título de residência.
O farmacêutico analisa a receita e decide sobre a dispensa, podendo recusá-la se tiver dúvidas fundamentadas. Essa é uma prerrogativa profissional que existe em qualquer farmácia e que não controlamos, pelo que não prometemos que a dispensa esteja assegurada; convém contar com a hipótese de ter de tentar noutra farmácia.
Quanto ao pagamento, o valor cobre a consulta médica, ou seja, o tempo de avaliação, e não a emissão de um documento. Se o médico recusar emitir receita por razões clínicas ou legais, o valor é devolvido. Se o médico lhe pedir documentação clínica, tem pelo menos 7 dias para a enviar e lembramos-lhe o prazo; se não for possível concluir a consulta, reembolsamos a totalidade. É esta a regra e preferimos que a conheça antes de pagar, não depois.
Revisão clínica: Dr. Damian Wojno (Ordem dos Médicos da Polónia, secção de Olsztyn, licença profissional n.º 3211301) · Atualizado em · Linhas editoriais · Operador: MEDINOW Sp. z o.o.. Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica.
Perguntas frequentes
Não. Nenhum dos dois princípios ativos é eficaz em todas as situações. A eficácia depende sobretudo do momento do ciclo: se a ovulação já ocorreu, o levonorgestrel deixa de ter efeito útil, e o acetato de ulipristal também perde eficácia depois do pico de LH. O peso corporal é outro fator descrito nos resumos das características do medicamento. Por isso a contraceção de emergência é um recurso pontual, não um método regular, e um teste de gravidez continua indicado se a menstruação atrasar mais de sete dias.
O levonorgestrel é dispensado em farmácia sem receita médica em Portugal. O acetato de ulipristal, conhecido pelo nome comercial EllaOne, também é dispensado sem receita em Portugal. Ou seja, numa situação urgente não precisa de esperar por qualquer consulta: dirija-se à farmácia mais próxima. A consulta escrita faz sentido para o que vem depois, não para a toma imediata.
Os prazos indicados nas informações do medicamento são até 72 horas para o levonorgestrel e até 120 horas para o acetato de ulipristal, contadas desde a relação desprotegida. Em ambos os casos, quanto mais cedo, melhor: a eficácia diminui progressivamente com as horas que passam. Se já ultrapassou as 120 horas, a contraceção oral de emergência deixa de ser opção e deve falar com um profissional de saúde sobre alternativas e sobre quando fazer um teste de gravidez.
Não faz sentido e não é isso que oferecemos. A avaliação escrita não é imediata e o documento chega por e-mail, o que é incompatível com uma janela de 72 ou 120 horas. Além disso, o medicamento está disponível em farmácia sem receita e nós não vendemos nem enviamos medicamentos. O nosso serviço destina-se ao passo seguinte: avaliar se pretende iniciar ou retomar um contracetivo regular, e esse sim exige receita médica.
Não. O levonorgestrel e o acetato de ulipristal atuam sobretudo ao atrasar ou impedir a ovulação. Se já existe uma gravidez implantada, estes medicamentos não a interrompem e não estão indicados para esse fim. É uma distinção com consequências práticas: significa que a contraceção de emergência tem de ser tomada antes da ovulação para ser útil, e explica por que razão a rapidez conta tanto.
Pode interferir, sobretudo com o acetato de ulipristal, porque há interação entre este e os contracetivos hormonais. As informações do medicamento indicam um intervalo antes de retomar ou iniciar a contraceção hormonal e o recurso a método de barreira nesse período. Como as instruções variam consoante o princípio ativo e o contracetivo em causa, confirme com o farmacêutico no momento da dispensa ou traga essa dúvida para a consulta escrita, com indicação exata do que tomou e quando.
Se o médico decidir emitir receita, recebe um PDF por e-mail ao abrigo da Diretiva de Execução 2012/52/UE. Não é uma receita portuguesa: não tem código PIN, não usa número de utente e não passa pelo SNS. Leve-o impresso, para evitar dúvidas no atendimento, e identifique-se na farmácia com cartão de cidadão, passaporte ou título de residência. O farmacêutico avalia o documento e pode recusar a dispensa se tiver dúvidas fundamentadas, o que é uma decisão profissional dele.
É um desfecho possível e está previsto. Se a recusa for por razões clínicas ou legais, o pagamento da consulta é devolvido. Se o médico lhe pedir documentação clínica, tem pelo menos 7 dias para a enviar e lembramos-lhe o prazo; se não for possível concluir a consulta, reembolsamos a totalidade. Responder aos pedidos de informação é, por isso, a parte mais útil do processo.
- Prestador registado entidade inscrita em registo oficial de prestadores de saúde
- Decide um médico cada pedido é avaliado por um médico, licença profissional 3211301
- Tudo por escrito sem videochamada e sem marcação
- Devolução em caso de recusa devolução do valor em caso de recusa por razões clínicas ou legais
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